Ata da reunião ordinária de 8 de julho de 2026
Aprovação da ata da reunião ordinária anterior, sem pedidos de intervenção.
A reunião ordinária descentralizada da Câmara Municipal do Seixal de 22 de julho de 2026 iniciou-se com um minuto de silêncio em memória de João Caetano, antigo vereador e presidente da Junta de Freguesia do Seixal. O período de intervenção do público contou com quatro munícipes presentes, que abordaram temas como a situação de uma indústria ilegal nos Foros de Amora, processos de licenciamento urbanístico pendentes (Quintinhas da Verdizela, AUGI Redondos em Fernão Ferro), e a apresentação de um projeto de bem-estar animal pela Associação Atidog. O período antes da ordem do dia foi dominado por um extenso debate sobre a crise de abastecimento de água em Almada, com intervenções de vereadores de todos os partidos. O PS (Miguel Feio e Elisabete Adrião) questionou a demora na cedência de um furo em Corroios e apelou a um protocolo permanente de cooperação intermunicipal. O Chega (Nuno Capucha e Carlos Pelado) criticou a gestão da CDU em várias frentes — condições na escola Quinta do Conde Porto Alegre, segurança no trabalho, ecopontos transbordantes e o relatório do Tribunal de Contas sobre dirigentes em regime transitório. A AD (Bruno Vasconcelos) questionou a deslocação de vereadores a Cabo Verde. O presidente Paulo Silva e a vereadora Maria João Costa prestaram esclarecimentos detalhados sobre os investimentos na rede hídrica e a razão pela qual o furo só foi disponibilizado a 14 de julho. Na ordem do dia foram aprovados 26 pontos, incluindo a prorrogação do prazo da obra da Escola Básica das Lagoas (Fernão Ferro), a revogação da hasta pública para a Ponta dos Corvos, vários contratos-programa com associações sociais, culturais, desportivas e de bem-estar animal, isenções de taxas para rastreios de saúde, e alterações de cronogramas de UOPG. O ponto mais controverso foi o ponto 6 — comparticipação de 402.000 € para desvio de coletores na creche da CRIAR-T no Fogueteiro —, aprovado com abstenção do PS e do Chega e voto contra da AD. A reunião encerrou com o ponto 18 (processo disciplinar) tratado à porta fechada.
O presidente Paulo Silva presta homenagem a João Caetano, antigo vereador e presidente da Junta de Freguesia do Seixal, falecido no dia anterior.
Início das intervenções dos munícipes com autorização de transmissão: João Correia (indústria ilegal nos Foros de Amora), Cristina Machado (Quintinhas da Verdizela) e Ana Paula (AUGI Redondos, Fernão Ferro).
Rui Pedro Vidal apresenta o projeto de bem-estar animal da Associação Atidog e solicita cooperação municipal, incluindo cedência de terreno.
Maria João Beatriz questiona a demora na emissão da licença de utilização do processo 648/B/2023, comparando com processo idêntico já concluído.
Retoma da transmissão com o período antes da ordem do dia; Miguel Feio (PS) abre o debate sobre a crise de abastecimento de água em Almada e a cooperação intermunicipal.
Nuno Capucha (Chega) critica as condições na Escola Básica Quinta do Conde Porto Alegre, a segurança dos trabalhadores municipais e a acumulação de lixo nas ruas.
Bruno Vasconcelos (AD) questiona a deslocação de vereadores a Cabo Verde sem informar o executivo e a falta de água em Fernão Ferro na noite anterior.
Maria João Costa (CDU) detalha os investimentos na rede hídrica, a cedência do furo a Almada e o programa Seixal Férias de Verão 2026.
Paulo Silva explica em detalhe a situação única entre Almada e Seixal, os investimentos realizados e as razões pelas quais o furo só foi disponibilizado a 14 de julho.
Início da ordem do dia com aprovação da ata e apresentação dos pontos 4 a 11, incluindo a prorrogação da obra das Lagoas e os contratos com a Associação Náutica.
Votação dos pontos do pelouro do urbanismo: comparticipação aos bombeiros de Amora, isenções de taxas para rastreios de saúde e alterações de cronogramas das UOPG 8 e 17.
Votação dos pontos dos pelouros da educação/cultura, desporto/ambiente e saúde animal, incluindo apoios ao movimento associativo, Seixalíada, atletismo e canil/gatil municipal.
Aprovação da ata da reunião ordinária anterior, sem pedidos de intervenção.
Ratificação do despacho presidencial que concedeu uma prorrogação de 45 dias ao empreiteiro, com conclusão prevista para 31 de agosto de 2026, para que a escola possa abrir no início do ano letivo em setembro.
Revogação da deliberação que lançou a hasta pública para a Ponta dos Corvos, dado que o candidato selecionado não concretizou o projeto apesar de ter investido cerca de 2 milhões de euros na compra de terrenos na zona.
Proposta de comparticipação de 402.000 € para desvio de coletores de águas e esgotos no terreno cedido pela autarquia no Fogueteiro, condição necessária para o arranque da construção de uma creche para 84 crianças financiada pelo programa PARES 2.0. O PS e o Chega abstiveram-se por dúvidas sobre a falta de previsão deste custo na candidatura inicial; a AD votou contra.
Apoio de urgência à associação que enfrenta graves dificuldades financeiras, em grande parte devido à desatualização dos valores pagos pela Segurança Social face ao aumento do salário mínimo nacional, para garantir o pagamento de subsídios de férias aos trabalhadores.
Proposta para garantir a continuidade do Centro Comunitário da Quinta da Princesa após o término do financiamento PRR em agosto, assumindo a câmara o compromisso de continuação em parceria com o CAPA.
Contrato para formalizar a travessia fluvial com a Balieira entre o Seixal e a Ponta dos Corvos (32.675 €) e a presença de segurança noturna na Ponta dos Corvos para evitar perturbações (16.549,65 €).
Contrato para pagamento do serviço de marinheiro prestado pela Associação Náutica do Seixal na Estação Náutica Baía do Seixal, após avaria irreparável do barco municipal.
Apoio de 1.560 € à Associação Náutica do Seixal para refeição aos participantes no desfile náutico durante as festas de São Pedro.
Comparticipação financeira para cobrir despesas resultantes das intempéries ocorridas no primeiro trimestre de 2026, apuradas após análise dos custos da associação.
Isenção de taxas municipais para duas unidades móveis de rastreio no âmbito do projeto GAT Move-se 2026.
Isenção de taxas municipais para uma unidade móvel de rastreio do cancro da mama promovida pela Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Isenção de taxas municipais para o projeto de sensibilização 'Com o sol não se brinca' da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Alteração do cronograma de execução das unidades de execução 8.1 e 8.2 da UOPG 8 (Quinta da Aniza), aprovado pela Deliberação n.º 203/2022-CMS.
Alteração do cronograma de execução da unidade de execução 17 da UOPG 17 (Quinta da Princesa), aprovado pelas Deliberações n.ºs 91/2022-CMS e 206/2022-CMS.
Apoio financeiro a 12 entidades culturais do concelho nas áreas de música, teatro, artes plásticas, património e animação cultural, num montante global de 23.850 €.
Protocolo trienal com a Sete Anos — Associação Cultural para apoio a projetos nas escolas e no movimento associativo (Sen Escolas, Festival Mulheres e Marchas, Arte Ativismo e Pensamento, Centro à Margem), no valor de 41.600 €/ano (total 124.860 €).
Protocolo com a Animateatro para apoio à programação de teatro infantil e dinamização cultural do Cinema São Vicente, no valor de 25.000 €.
Apoio de 7.730 € para a exposição de artes plásticas LAVRA na Oficina de Artes Manuel de Cargaleira, a decorrer entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.
Contrato-programa para apoio à realização da 3.ª PAR Optimist pela Associação Náutica do Seixal.
Apoio financeiro à Federação Portuguesa de Atletismo para a organização dos campeonatos nacionais de sub-16 na pista Carla Sacramento, considerado mais económico do que apoiar os clubes locais a deslocarem-se a outra cidade.
Emissão de parecer favorável à atribuição do estatuto de utilidade pública ao Clube Desportivo e Recreativo Águias Unidas, cujo atleta João Correia foi recentemente campeão nacional de atletismo veteranos.
Protocolo de apoio à organização da 43.ª Seixalíada 2026, o maior evento desportivo do género a nível nacional, com 66 modalidades e mais de 15.556 participações em 2025, no valor de 75.000 €.
Abertura de hasta pública para a construção e exploração de um edifício de restauração e interação social complementar ao Parque Urbano de Corroios.
Aprovação de protocolo de entendimento com a Quercus para cooperação em matéria ambiental.
Contrato-programa de 22.000 € com o Grupo de Voluntários do Canil/Gatil Municipal do Seixal: 16.000 € para esterilizações no âmbito do programa CED (colónias de gatos de rua e apoio a tutores carenciados) e 6.000 € para cuidados médicos complementares.
Abordou a crise de abastecimento de água em Almada, que afetou milhares de pessoas durante várias semanas com falhas, reduções de pressão e cortes programados. Sublinhou que 28 das 32 captações de Almada se encontram no território do Seixal, tornando a cooperação uma obrigação institucional. Questionou a demora na disponibilização do furo em Corroios (só anunciada a 14 de julho), pedindo a cronologia do processo. Propôs que seja facultada informação relevante aos vereadores e que os dois municípios estabeleçam um protocolo permanente de cooperação com mecanismos de resposta imediata, planeamento conjunto de captações, monitorização do aquífero e resolução dos litígios existentes.
Criticou as condições na Escola Básica Quinta do Conde Porto Alegre, referindo que 300 crianças foram noticiadas pelo Correio da Manhã após 5 meses de queixas ignoradas: crianças fechadas nas casas de banho por falta de abrigo, salas apinhadas, chão desnivelado, lixo junto aos monoblocos, falta de espaço para terapias e falta de assistentes operacionais. Criticou a resposta do presidente que comparou as condições atuais às da sua infância. Pediu desculpas públicas aos pais, professores e crianças. Levantou também a questão da segurança no trabalho, descrevendo imagens de trabalhadores da câmara numa vala profunda sem capacete nem proteção respiratória. Questionou a acumulação de lixo nas ruas e a falta de pedal nos contentores, e criticou a oferta de um camião de recolha de resíduos à Câmara Municipal de Boavista em Cabo Verde enquanto os problemas locais persistem.
Leu excertos da ata de 5 de setembro de 2025 em que a vereadora Elisabete Adrião criticou a deslocação do presidente a São Tomé e Príncipe (Lobata) sem informar os vereadores da oposição. Questionou por que razão, na reunião anterior, os vereadores não foram informados da deslocação de Joaquim Tavares e Elisabete Adrião a Cabo Verde (Boa Vista) para entregar um camião de recolha de resíduos. Perguntou quem pagou a viagem e por que razão a câmara não informou o executivo. Abordou também a falta de água em Fernão Ferro (zona dos Redondos e arredores) na noite anterior, coincidindo com um discurso do presidente nas festas de Fernão Ferro, e apelou a uma obra geral das condutas do concelho.
Criticou a posição inicial do presidente Paulo Silva de recusar colaborar com Almada evocando litígios judiciais, considerando-a politicamente contraproducente. Saudou a cedência transitória do furo em Corroios como decisão correta, mas antecedida por comunicação contraditória. Questionou se existe risco atual de falhas de abastecimento no Seixal e que indicadores técnicos exigem atenção imediata. Questionou também o que está concretamente a ser feito nas infraestruturas hídricas após o aumento das tarifas de saneamento e resíduos sólidos urbanos, que o PS votou contra. Respondeu ao vereador Bruno Vasconcelos sobre a deslocação a Cabo Verde, reiterando que se tratou de cooperação institucional no âmbito do acordo de geminação, aprovado pela câmara, e que representou o município com orgulho.
Prestou esclarecimentos sobre as obras hídricas em curso: execução do furo de captação CR6 em Belverde e infraestruturas de apoio à cedência à Almada (caudal de cerca de 20 L/s), concluídas em 8 horas pelos trabalhadores municipais a 13 de julho. Afirmou que o município nunca deixou de prestar apoio solidário a Almada. Destacou o investimento de mais de 10 milhões de euros na rede de abastecimento nos últimos anos, com modernização, reabilitação e expansão da rede, redução de perdas e reforço da resiliência. Anunciou continuação do investimento com novos furos e ampliação da rede em alta. Respondeu à questão da falta de água em Fernão Ferro: um pico de energia colocou hidrocompressores fora de serviço; a solução está a ser implementada com novos softwares de telegestão a partir de terça-feira. Destacou ainda o programa Seixal Férias de Verão 2026, com 40 centros de férias, 244 crianças e jovens inscritos e 273 monitores.
Apresentou o ponto de situação das obras municipais em curso: climatização do Fórum Cultural (biblioteca em fase de teste); receção provisória do Centro Cultural; obras de recuperação e ampliação da Escola Básica da Arrentela e da Escola Básica Quinta do Conde Porto Alegre; conclusão da obra na Rua Vítor Branco (Casal do Marco); centros de saúde dos Foros de Amora e de Paio Pires em fase de conclusão; obras visíveis da Escola Básica de Valdinhaço, Espinhal Vidal e Fogueteiro; Escola Básica das Lagoas em fase de conclusão. Informou que estão em preparação projetos de candidatura para recuperação de escolas secundárias. Sobre os concursos de dirigentes: 5 processos concluídos, 2 a aguardar relatório final, 2 em fase de entrevistas; concursos para chefes de divisão a ser lançados, com previsão de conclusão até final de setembro. Apresentou também os pontos 12 a 17 da ordem do dia.
Comentou a crise de água em Almada, considerando que envergonha e preocupa todos. Respondeu sobre o café Saturno (Amora), confirmando que conta com várias participações e que a política de fiscalização é de firmeza progressiva — redução de horário, e no limite encerramento. Confirmou que o caso tem histórico, incluindo da PSP. Sobre a Criarte, classificou a situação como uma 'derrapagem encapotada', questionando se houve reserva mental na proposta inicial que não incluiu os 402.000 € de desvio de coletores. Manifestou desconforto com a aprovação, mas reconheceu que não viabilizar implicaria perda de financiamento e interrupção de resposta social para 84 crianças.
Criticou a gestão dos ecopontos pela Amarsul na Amora, onde transbordam regularmente, obrigando a câmara a recolher o que fica fora e a pagar como se fosse resíduo diferenciado. Fez uma análise política da relação CDU-PS, comparando-a a vários regimes de casamento, criticando o PS por ter emitido comunicados contra o presidente Paulo Silva na questão da água de Almada em vez de defender os interesses dos seixalenses. Argumentou que a presidente de Almada, Inês de Medeiros, nunca investiu na manutenção das condutas durante 9 anos de mandato e que Almada tem 40% de perdas de água. Questionou a relação CDU-PS no contexto da votação das tarifas de água. Sobre os pontos da ordem do dia, questionou o valor do contrato de travessia fluvial para a Ponta dos Corvos e o serviço de marinheiro da Estação Náutica.
O munícipe João Correia, em representação dos moradores da Rua Quinta do Bispo nos Foros de Amora, expôs que uma indústria (referida como 'as Amares') opera ilegalmente naquela rua há 17 anos, causando perturbações à comunidade. Referiu que o Tribunal Administrativo decidiu em 2024 que a instalação deve ser definitivamente afastada. Apresentou um despacho da presidência da câmara (PCM) que previa o início de posse administrativa em 30 dias, com notificação à indústria em 10 dias, mas considerou que os prazos já tinham sido ultrapassados. Alertou ainda que a indústria se está a expandir em vez de desacelerar, que moradores pretendem apresentar danos desde 2020 à entidade licenciadora, e que uma entidade do poder central visitou o local e irá notificar a autarquia pela falta de licenciamento. Mencionou também o processo n.º 1475, que temia ser arquivado, e criticou a falta de visibilidade da fiscalização municipal.
O presidente Paulo Silva explicou que tentou que o encerramento decorresse de forma amigável, tendo entregado pessoalmente o despacho ao responsável da empresa. Como não foi possível o encerramento voluntário, anunciou que irá com o vereador Marco Fernandes iniciar os processos de posse administrativa para encerramento coercivo, esperando que aconteça brevemente. Lamentou ter que encerrar empresas, mas afirmou que a empresa teve todas as hipóteses para se transferir para o parque industrial — pediu 3 a 4 anos e não fez praticamente nada. O vereador Marco Fernandes acrescentou que o despacho já foi remetido aos destinatários, estando em fase de audiência prévia, e que os prazos de 30+60 dias ainda não tinham começado a contar à data da intervenção do munícipe.
A munícipe identificou-se como Cristina Machado (o nome completo lido na chamada incluía 'Pinto Pereira', que ela corrigiu). Referiu que apresentou uma reclamação no livro de reclamações em 18 de fevereiro de 2025, sem resposta. Exerceu um direito à informação (com taxa paga) sobre o seu processo de licenciamento nas Quintinhas da Verdizela. Em junho de 2024 foi informada de uma provável decisão de indeferimento, com a câmara a autopropor-se a desenvolver uma série de tarefas. Passados dois anos, não recebeu qualquer decisão nem informação sobre o ponto de situação dessas tarefas. Tem um terreno urbano em nome de uma empresa que paga IMI e adicional de IMI, mas na prática não pode construir devido aos constrangimentos impostos pela câmara. Pediu esclarecimento sobre o estado do processo e sobre as regras aplicáveis, questionando se o terreno é efetivamente urbano ou rústico.
O vereador Joaquim Tavares reconheceu que o processo tem questões por resolver e que a câmara assumiu responsabilidades. Afirmou ter um compromisso com os serviços de encerrar a reflexão interna até ao final do mês de julho, comprometendo-se a fazer chegar a informação à munícipe.
A munícipe Ana Paula apresentou-se como representante dos comproprietários da AUGI 140 (antigo loteamento 52, processo G/2002/44), referente aos Redondos em Fernão Ferro. Desde 2002 que o processo de legalização está em curso, com indeferimentos sucessivos. Os comproprietários fizeram esforços para pagar cedências e infraestruturas, incluindo proprietários que já pagaram a DUV. Houve uma pausa enquanto o plano de pormenor dos Redondos não foi revisto, pois havia lotes numa praceta não contemplada no PDM. Mas já passaram anos sem resposta da câmara, da advogada ou do arquiteto. As promessas de resolução em 'mais um mês ou dois meses' arrastam-se há anos. Pediu esclarecimento sobre o ponto de situação do processo e se existe uma solução mais rápida, criticando o facto de os indeferimentos serem dados um de cada vez em vez de todos de uma vez.
O vereador Joaquim Tavares reconheceu que é um processo que estão a tentar fechar, tendo tido contacto informal com a munícipe. Não tinha o ponto de situação concreto, mas comprometeu-se a dar resposta por telefone ou por escrito na semana seguinte.
Rui Pedro Vidal apresentou a Associação Atidog, nascida em Corroios, assente em três pilares: amor, trabalho e integridade. A associação pretende criar um novo modelo sustentável de acolhimento animal — a primeira 'Pet Vet Village' de Portugal —, unindo serviços privados (hotel canino, cuidados especializados) para financiar respostas sociais (apoio veterinário, proteção animal). Anunciou o movimento 'Pegada Limpa' e a campanha 'Quem ama cuida'. O projeto foi encaminhado pelo gabinete do presidente da Assembleia da República para o governo e bancadas parlamentares. O consórcio industrial internacional (China e Portugal) garante produção chave-na-mão em conformidade com a DGAV. Solicitou ao executivo municipal a oportunidade de apresentar formalmente o projeto, analisar caminhos de cooperação e testar a Pet Vet Village no concelho. Pediu também a cedência de um terreno municipal de 10 a 20 hectares e mencionou interesse em realizar uma atividade na Quinta da Mariálva, em Corroios.
A vereadora Elisabete Adrião afirmou que o município está recetivo a projetos de acolhimento animal desde que cumpram o enquadramento legal. Informou que já houve uma reunião prévia sobre o assunto e que o pedido de cedência de terreno de 10 ha foi encaminhado para o presidente. Quanto à Quinta da Mariálva, indicou que está sob gestão da Junta de Freguesia de Corroios, pelo que o representante deveria reunir com o presidente da junta. O presidente Paulo Silva reconheceu a ambição do projeto e comprometeu-se a analisar a viabilidade, incluindo a questão do terreno, mas sublinhou a dificuldade de disponibilizar 10 a 20 hectares.
A munícipe Maria João Beatriz, em segunda visita à câmara (a primeira foi em março), questionou por que razão a licença de utilização do processo 648/B/2023 ainda não foi emitida. Acompanha dois processos — o 738/H/2022 e o 648 —, referentes a moradias construídas aproximadamente ao mesmo tempo em Vila Alegre. O processo 738 já vai a escritura na semana seguinte, mas o 648 ainda não tem licença de utilização. O problema prende-se com a certidão permanente do imóvel e com o alvará de loteamento, tendo o processo ido e voltado entre o arquiteto Miguel e a arquiteta Luna Carvalho cinco ou seis vezes. Considerou ridículo que dois processos com os mesmos documentos tenham resultados diferentes.
O vereador Joaquim Tavares admitiu não ter elementos concretos, mas indicou que a diferença pode estar relacionada com as alterações ao alvará de loteamento que foram entregues ao CV de Lima e estão do lado dele para resolver. O presidente Paulo Silva confirmou que o assunto parece estar relacionado com o registo da alteração ao alvará de loteamento, mas remeteu para o vereador Joaquim Tavares verificar no concreto.
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