Seixal TLDR

Intempéries e problemas urbanos - Resposta de emergência e questões administrativas

A reunião foi dominada pela situação de emergência provocada pelas recentes intempéries que afetaram o concelho do Seixal. O presidente Paulo Silva iniciou a sessão com agradecimentos aos trabalhadores municipais, bombeiros e forças de segurança pelo trabalho desenvolvido durante as tempestades. Foi destacado o colapso de uma bacia de retenção na Fábrica da Pólvora, que causou inundações em várias habitações, tendo a câmara iniciado obras de emergência para mitigar a situação. Durante o período de intervenção do público, foram levantadas várias questões relacionadas com atrasos em processos de licenciamento urbanístico e falta de condições nas escolas. Vários munícipes queixaram-se de demoras excessivas em pedidos de informação prévia para construção, alguns ultrapassando os 130 dias. Foi também abordada a situação da escola do Conde de Porto Alegre, onde as crianças estão em contentores provisórios sem condições adequadas devido às obras de requalificação. Os vereadores debateram sobre a resposta às intempéries, medidas preventivas e questões relacionadas com apoios sociais e contratos municipais.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial a partir da transcrição do vídeo. Pode conter imprecisões — consulte o vídeo original para confirmação.

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  • Elizabete Borges Martins

    Pedido de informação urbanística em atraso há 132 dias

    Submeteu um pedido de direito à informação sobre um terreno na rua Quinta de Cima no dia 26 de setembro de 2025. Após 132 dias de espera, recebeu uma resposta de apenas duas páginas que não respondia a nenhuma das 11 perguntas específicas feitas, limitando-se a uma lista genérica de legislação. Tem um contrato de promessa de compra e venda há 4 meses, condicionado à obtenção destas informações. Os proprietários estão a perder a paciência e o prazo contratual está a esgotar-se. Quer continuar a viver no concelho com a família mas está a ser muito difícil devido à indiferença administrativa.

    Resposta da Câmara

    O presidente pediu uma cópia do requerimento e da resposta para analisar pessoalmente, considerando a situação quase surrealista. Expressou orgulho por ela querer continuar a viver no concelho e comprometeu-se a trabalhar para que não se arrependesse da escolha.

  • Ricardo Jacinto, representante da empresa Ondas e Camarotes

    Projeto de reabilitação de três edifícios parado há 5 meses

    Empresa adquiriu três edifícios na rua Cândido dos Reis em estado degradado para criar 19 frações habitacionais. Iniciaram conversas em setembro de 2024, tiveram reuniões em outubro e dezembro, submeteram o processo em abril de 2025. Responderam a pedidos de elementos adicionais em maio e setembro, mas desde então não têm qualquer resposta há 5 meses. São edifícios numa zona histórica consolidada que urgem reabilitação e que podem criar habitação para o município.

    Resposta da Câmara

    O vereador Joaquim Tavares comprometeu-se a ver o processo com urgência e, se necessário, chamar o requerente para reunião com os técnicos antes de responder, para evitar situações similares às de outros processos em atraso.

  • Dona Susete

    Encerramento do bar da Ponta dos Corvos

    Trabalhou 31 anos no edifício da Ponta dos Corvos, sempre o manteve e tratou bem. Quando houve concurso público não teve os 80.000€ exigidos para concorrer. Quem concorreu abandonou o projeto, está tudo vandalizado. Quer saber porque não foi lançado novo concurso público em 3 anos. Era o bem dos pobres, um cantinho importante para a comunidade local. Fez contas que se perderam 40.269€ de receitas que não contribuiu para a câmara durante este período.

    Resposta da Câmara

    O presidente informou que já deu instruções para considerar rescindido o contrato por incumprimento da parte do concessionário, que comprou e fez investimentos avultados na Ponta dos Corvos mas nunca concretizou o projeto apresentado. Irão avançar com nova hasta pública.

  • Arquiteto Roberto Carvalho

    Dificuldades em processos de comunicação prévia e falta de comunicação com os serviços

    Processo de comunicação prévia rejeitado por questões menores facilmente retificáveis: área de uma janela e alegada falta de ficheiros DWF que afinal tinham sido entregues. Após nova submissão, surgiu nova exigência para recolha de informação sobre pressão das redes públicas, quando a própria câmara forneceu as plantas de cadastro. Reunião marcada com o presidente em novembro de 2024 para integração com obras da Avenida do Mar, mas não receberam os dados prometidos apesar de contactos e emails à chefe de divisão. É difícil contactar os serviços por telefone, não respondem emails, dificultando a colaboração.

    Resposta da Câmara

    O vereador Joaquim Tavares reconheceu os constrangimentos, mencionou que estão a trabalhar em alterações aos procedimentos para respostas mais céleres. Prometeu inteirar-se dos processos específicos e, se necessário, convocar o arquiteto para reunião com técnicos para avaliar a melhor forma de resolver a situação.

  • David Batista Correia

    Erro da câmara em informação sobre dívidas que impede construção de moradia

    Erro do departamento jurídico da câmara em resposta a processo de execução judicial sobre o seu lote, informando que não existia dívida. Ao iniciar comunicação prévia para habitação, a câmara apresentou dívida de 6.500€. Após mostrar o ofício da câmara à agente de execução, foi-lhe dito que o documento não tinha valor por informação insuficiente da agente. Tem 550.000€ bloqueados, pagamentos e empréstimos por liquidar. A hipoteca legal foi extinta em dezembro de 2024 conforme certidão predial, mas a câmara insiste no pagamento ameaçando com execução. Reuniu-se várias vezes com vereadores mas a situação continua sem resolução.

    Resposta da Câmara

    O vereador Joaquim Tavares confirmou que na sequência da reunião pediu nova avaliação dos processos. Há um elemento novo enviado via advogada que vai ser considerado. Prometeu dar resposta procurando ir ao encontro da pretensão, reconhecendo que existe erro mas também um conjunto de informações que não foram consideradas.

  • Dona Marta Silva

    Pedido de informação prévia em atraso há 93 dias

    Fez pedido de informação prévia em 10 de novembro (processo 1192/B/2025) há 93 dias. A vida está bloqueada, já venderam a casa e estão numa situação temporária aguardando resposta para construir no município. O filho de 4 anos pergunta constantemente quando terá a sua piscina. Acabou de ser informada pelo marido que supostamente terão resposta nos próximos dias.

    Resposta da Câmara

    O vereador Joaquim Tavares confirmou que irá ver a situação para resposta célere, e se necessário chamará antes de responder para não atrasar mais, mesmo que o processo tenha transitado para gestora.

  • Marta Martins, encarregada de educação da Escola Quinta do Conde de Porto Alegre

    Falta de condições nas instalações provisórias da escola

    As crianças estão em contentores sem cobertura para ir às casas de banho, molham-se todas. Piso está perigoso, crianças já partiram óculos e dente. Não há cobertura, as funcionárias trabalham à chuva, a comida é transportada à chuva. No verão terão calor excessivo. Não há campainha, telefone, cabides. Crianças ficam 5 horas fechadas porque não podem ter intervalo à chuva. Há crianças com necessidades educativas especiais sem salas para terapias e apoios. Entre outros problemas de funcionalidade.

    Resposta da Câmara

    O presidente reconheceu que a escola precisava de requalificação e que está em curso. Será instalado mais um monobloco brevemente para as crianças terem abrigo. Estão a ver se conseguem também um telheiro para a escola no mais breve prazo possível. Reconheceu que não há obras sem incómodos mas estão a trabalhar para minimizar a situação, investindo mais de 30 milhões de euros em construção e requalificação de escolas.

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  • Destacou problemas em várias escolas devido às intempéries, nomeadamente na Escola Básica Pedrianos Lobato com infiltrações graves que obrigaram ao regime de rotatividade de turmas. Mencionou questões na creche da Cunha relacionadas com linha de água. Questionou o ponto de situação da estrada nacional 378 e articulação com Infraestruturas de Portugal. Alertou para problemas no património da Fábrica da Pólvora. Disponibilizou apoio dos vereadores socialistas para soluções consistentes.

  • Criticou a gestão de riscos de cheias, argumentando que são riscos conhecidos e identificados no PDM mas os problemas repetem-se. Questionou se pode haver falhas nas ligações de sarjetas à rede pluvial em Vale de Milhados. Criticou a demora na reparação de um buraco perigoso na sua rua (22 de janeiro para ser coberto). Pediu esclarecimentos sobre como ter o email na página dos vereadores.

  • Questionou novo regulamento das piscinas que já não permite descontos quando há cancelamentos por plenários de trabalhadores. Criticou a gestão da escola de Porto Alegre - obra anunciada para setembro, depois dezembro, ainda não começou. Questionou apoios a famílias afetadas pelas cheias, se existe seguro municipal, que medidas estruturais estão previstas. Perguntou sobre proteção da ETAR de Fernão Ferro durante cheias do rio Judeu.

  • Listou várias propostas do Chega entregues que ainda não apareceram para discussão em assembleia municipal. Questionou se a proteção civil está adequada para prevenção e planeamento de emergência, se existem locais para desalojados, geradores suficientes para equipamentos essenciais, alternativas de comunicação como tecnologia Starlink. Pediu respostas concretas sobre preparação para emergências.

  • Fez declaração política sobre a eleição presidencial, considerando a vitória de António José Seguro como escolha da democracia e rejeição do extremismo. Criticou André Ventura e o discurso do Chega, defendendo que os vereadores do PS lutarão para que não haja espaço no concelho para discursos de ódio ou estratégias de intimidação.

  • Respondeu à declaração da PS com declaração política própria, argumentando que a direita que André Ventura representa cresceu significativamente e tem legitimidade. Defendeu que Ventura surgiu devido ao fracasso das políticas do PS, criticou o legado de António Costa e argumentou que a vitória de Seguro foi baseada no medo e não num projeto positivo para o país.

  • Agradeceu aos trabalhadores municipais pelo trabalho durante as intempéries. Reportou mais de 100 ocorrências registadas na segunda quinzena de janeiro relacionadas com abates de árvores e intervenções de poda. Destacou atividades desportivas realizadas no período e trabalhos de sinalização, conservação de vias e monitorização das bacias municipais.

  • Detalhou as medidas preventivas implementadas pela câmara, como limpeza de valas e sumidores, investimento em redes de drenagem. Explicou a situação das bacias de retenção, incluindo o colapso na Fábrica da Pólvora e o estado da bacia de Sesimbra. Reportou mais de 170 árvores tratadas e várias estradas interrompidas por segurança. Comprometeu-se a resolver os processos urbanísticos em atraso.

  • Comparou o Chega ao PCP em termos de discurso repetitivo e lugares comuns. Elogiou o trabalho dos trabalhadores da autarquia durante as intempéries. Criticou a CDU pelos 50 anos de governação, mencionando estruturas subdimensionadas, problemas com AUGI (51% do território), redes viárias obsoletas e falta de planeamento urbanístico. Argumentou que a culpa também é das pessoas que constroem ilegalmente.

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  • Resposta de emergência às intempéries e trabalho dos trabalhadores municipais
  • Atrasos excessivos em processos de licenciamento urbanístico
  • Problemas nas escolas devido às intempéries e obras de requalificação
  • Colapso da bacia de retenção da Fábrica da Pólvora
  • Gestão de riscos de cheias e medidas preventivas
  • Apoios sociais e protocolos com instituições
  • Contratos para fornecimento de refeições escolares
  • Apoios ao movimento associativo e desportivo
  • Procedimentos concursais para novos trabalhadores

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  • Aprovação de apoio de 17.643€ à ARIFA para remodelação de lar de idosos
  • Aprovação de aumento de comparticipação de 50.000€ para saúde oral nos bairros
  • Aprovação dos protocolos de apoios sociais por 4 anos
  • Aprovação da anulação de 60.000€ de verbas PRR não executadas para reprogramação
  • Aprovação de adjudicação do contrato de refeições para escolas secundárias
  • Aprovação de apoio de 1.500€ ao Conservatório Nacional - Polo do Seixal
  • Aprovação de apoio de 500€ à Casa do Educador para concurso de contos
  • Aprovação da abertura de 9 procedimentos concursais para novos trabalhadores
  • Aprovação do protocolo de 161.500€ com Associação de Coletividades do Concelho

9

  • Apoio à ARIFA - quinta tranche para remodelação de quartos

    Aprovado por maioria

    Aprovação de 17.643€ para completar a requalificação dos quartos da estrutura residencial para idosos mais antiga do concelho, que tem cerca de 30 anos e precisava de melhores condições

    CDUPSAD
    CHEGA
  • Aumento de comparticipação para saúde oral nos bairros

    Aprovado por maioria

    Reprogramação do PRR para aumentar apoio à Associação Portuguesa Promotora da Saúde Oral, estendendo intervenção da Quinta da Princesa também ao bairro da Cocena

    CDUPSAD
    CHEGA
  • Protocolos de apoios sociais por 4 anos

    Aprovado por maioria

    Transferência de competências da Segurança Social para a Câmara, replicando acordos existentes com instituições que já faziam este trabalho no terreno, envolvendo cerca de 15 milhões de euros

    CDUPSAD
    CHEGA
  • Anulação de verbas PRR não executadas

    Aprovado por maioria

    Anulação de 60.000€ de projetos PRR que não avançaram (principalmente por dificuldades na contratação pública) para reprogramar verbas e evitar desperdício de fundos europeus

    CDUPS
    CHEGAAD
  • Contrato de refeições para escolas secundárias

    Aprovado por unanimidade

    Adjudicação definitiva do contrato para fornecimento de refeições nas escolas básicas de 2º e 3º ciclo e secundárias, após prorrogação do contrato anterior

    CDUPSCHEGAAD
  • Apoio ao Conservatório Nacional - Polo do Seixal

    Aprovado por maioria

    Comparticipação anual de 1.500€ ao polo do Conservatório que funciona desde 2013, abrangendo alunos até ao 9º ano em regime articulado de ensino especializado da música

    CDUPS
    CHEGAAD
  • Apoio ao concurso de contos da Casa do Educador

    Aprovado por maioria

    Apoio de 500€ para a oitava edição do concurso de contos intergeneracional dirigido às escolas em articulação com bibliotecas escolares

    CDUPSAD
    CHEGA
  • Abertura de procedimentos concursais

    Aprovado por maioria

    Abertura de concursos para 9 postos de trabalho: engenheiro mecânico, jurista, 5 auxiliares de ação educativa, médico veterinário e técnico de biblioteca

    CDUPSCHEGA
    AD
  • Protocolo com Associação de Coletividades

    Aprovado por maioria

    Protocolo único de 161.500€ para apoiar atividades regulares da associação: transportes desportivos, consultoria jurídica e financeira, Seixalíada, formação, Dia Nacional das Coletividades

    CDUPS
    CHEGAAD

7

  • Início imediato das obras de emergência na Avenida da Fábrica da Pólvora para desvio de águas
  • Instalação de monobloco adicional na escola de Porto Alegre para abrigo das crianças
  • Resolução urgente dos processos de licenciamento urbanístico em atraso
  • Novo concurso público para concessão do bar da Ponta dos Corvos
  • Início das obras nas escolas de Vale de Milhados e jardim de infância do Fogueteiro após visto do Tribunal de Contas
  • Apoio aos munícipes para reclamação de prejuízos das intempéries junto da CCDR
  • Reunião do presidente com técnicos na escola Pedrianos Lobato para resolver infiltrações